É inacreditável a forma em que alguns cargos comissionados são ocupados. Muitos deles, por pessoas sem conhecimento e dedicação á área. Há dois anos, cobro de um prefeito do Vale da Produção, a capacidade profissional do assessor de comunicação da prefeitura do referido município. A pessoa que ocupa o cargo, nunca repassa informações á imprensa, sabendo que o interesse em divulgar as ações da administração municipal é dos próprios administradores.
Hoje pela manhã nem me impressionei com a atitude do tal assessor. Em conversa pelo MSN, simplesmente ele disse que estava precisando de um favor meu. Ao questionar o que seria, o assessor de comunicação disse para eu entrar em contato com o setor de esportes, pedir para uma pessoa perguntar para outra, o resultado de um campeonato municipal.
Ora, não me importaria em buscar o resultado do tal campeonato. Porém, é dever do assessor de comunicação repassar as informações e, principalmente, os contatos das fontes para os jornalistas. Não resido no tal município, mas pago impostos lá também. Isso significa que também sai do meu bolso o salário de assessor de comunicação. Além disso, sou jornalista e fico informada dos acontecimentos daquele município, por correr em busca de notícias, pois é meu dever, alguns secretários municipais também repassam pautas.
Entendo a deficiência profissional do assessor de comunicação, pois ele nunca frequentou um curso superior na área da comunicação.
Embora o diploma de jornalista não é obrigatório para exercer a profissão, a maioria dos empregadores reconhecem a capacidade dos formados, que passaram por um curso superior para atuar na área.
Neste ano, passou a vigorar uma lei em Santa Catarina , que obriga contratar somente pessoas formadas em jornalismo para atuarem como assessores de comunicação ou imprensa nos órgão público estaduais. Os municípios também deveriam acatar essa norma. Entretanto, enquanto a política é levada em consideração na contratação de cargos de confiança, qualquer um pode ser qualquer coisa. O que os governantes municipais não podem esquecer é que em 2012 haverá eleições municipais e ainda prevalece a frase: "Quem é visto é lembrado". Assim, não adianta fazer investimentos, trabalhar para o bem-estar da população e se esconder, não divulgando essas ações. Os eleitores não tem "bola de cristal" para ver tudo o que os administradores municipais fazem. Aí que entra o papel da imprensa: informar. Mas quando não há colaboração das fontes, não há informação.

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